23 de outubro de 2014

Praticando a palavra de Deus





Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando-se a si mesmos. [Tiago 1.22]

Logo no primeiro capítulo da carta de Tiago somos impactados por três advertências contra o engano (v. 16, 22, 26). O antídoto de Tiago contra o engano é a Palavra de Deus ou “palavra da verdade” (v. 18), isto é, a revelação que Deus nos deu em Cristo e através do testemunho bíblico acerca de Cristo.

Se prestarmos atenção à Palavra de Deus evitaremos a tragédia de sermos enganados. NOSSA RESPOSTA À PALAVRA DEVE SE DAR EM DUAS ETAPAS.

PRIMEIRO, OUVIR ATENTAMENTE O QUE A PALAVRA ESTÁ DIZENDO. “SEJAM TODOS PRONTOS PARA OUVIR, TARDIOS PARA FALAR” (v. 19).
Nossa tendência natural em todas as situações é responder precipitadamente. Expressamos de imediato nossa opinião, esquecendo-nos de que “a boca dos tolos derrama insensatez” (Pv 15.2).

Quase sempre, a última coisa que fazemos (e que deveria ser a primeira) é fechar a boca e escutar. É melhor escutar do que falar — este certamente é um princípio geral de ampla aplicação.

Ouvir com atenção é a chave para um relacionamento harmonioso, e isso ainda é mais verdadeiro quando se trata do nosso relacionamento com Deus, pois ele nos exorta a ouvirmos a sua voz. Às vezes, porém, ouvimos apenas aquilo que queremos ouvir das Escrituras — os ruídos que ecoam dos nossos preconceitos culturais — e não percebemos o trovejar de sua Palavra desafiando-nos a ouvi-la.

SEGUNDO, AGIR DE ACORDO COM A PALAVRA DE DEUS.
A metáfora do espelho empregada por Tiago é bastante reveladora (v. 22-23), pois o espelho nos transmite duas informações: ele nos diz como somos e, ao mesmo tempo, como devemos ser. O espelho diz: “Você está com uma mancha de lama no lado direito do rosto”, mas além de revelar a sujeira em meu rosto, ele também me diz que é melhor retirá-la. Sempre que nos olhamos no espelho devemos agir de acordo com aquilo que vemos.

Semelhantemente, se contemplarmos atentamente o espelho da Palavra de Deus, ela nos dirá não somente como somos, mas também como devemos ser.

A Palavra de Deus deve ser ouvida, aceita e obedecida. Enquanto isso não acontece, não há verdadeiro discipulado.

Não erreis, meus amados irmãos. Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação. Segundo a sua vontade, ele nos gerou ela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas. Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus.

Por isso, rejeitando toda a imundícia e superfluidade de malícia, recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar as vossas almas. E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante ao homem que contempla ao espelho o seu rosto natural;Porque se contempla a si mesmo, e vai-se, e logo se esquece de como era.

Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecediço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito. Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã. A religião pura e imaculada para com Deus e Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo. (Tiago 1.16-27)

Acenda suas candeias



Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho.(Sl 119:105)

Amados, existe uma frase que diz que “ninguém é insubstituível”. 
E no reino de Deus isso também é uma verdade, 
não existe pessoa que não possa ser substituída, 
nem instituição ou mesma uma igreja que 
que não possa ser removida.

Olha o que diz o Senhor a igreja de Éfeso: 
Lembra-te, pois, donde caíste, e arrepende-te, 
e pratica as primeiras obras; e se não, 
brevemente virei a ti, e removerei do seu lugar 
o teu candeeiro, se não te arrependeres.(Ap 2:5).

Infelizmente tem muita gente “brincando com Deus”. 
Nosso Deus é soberano e sua palavra não volta vazia. 
A palavra de Deus diz que 
“antes que a lâmpada se apagasse”,Deus chamou Samuel. 
Irmãos, isto significa de uma forma espiritual que Deus 
nunca deixa que a lâmpada do templo se apague.


O Senhor sempre chama pessoas que não
apaguem Seu Espírito (1 TS 5:19).
O Senhor chama pessoas que valorizem sua presença, 
que temam a Ele, que obedeçam a sua voz. 
Deus chama pessoas que queiram servir a Ele,
em espírito e em verdade (Jo 4:24).
Hoje nós somos o “TEMPLO DO ESPÍRITO”, 
nosso corpo é o SANTUÁRIO DO ESPÍRITO SANTO, 
que provém de Deus, por isso devemos estar sempre 
com nossas candeias acesas.

Mas para que as candeias fiquem acesas é necessário
“azeite puro”, ou seja, uma vida de santidade na “unção de Deus”.

Os Filhos de Eli já haviam desprezado a unção de Deus
e mal sabiam o que era viver em santidade,
quando se prostituiram. Toda prostituição e impureza
impedem que sejamos usados “como o Senhor deseja”.
(1 Cor 6:13-18-19). Eli também deixou que a lâmpada de Deus
se apagasse em sua vida, quando desobedeçeu a Deus.
Diz a palavra de Deus: “Lâmpada para os meus pés 
e luz para os meus caminhos são a tua palavra (Sl 119:105).

Todo aquele que não observa a palavra de Deus 
pode ter ser candeeiro removido. 
A Bíblia relata no livro de apocalipse na carta a igreja 
de Éfeso um aviso importante para esta igreja e a de nossos dias
“Tenho contra ti que deixaste teu primeiro amor, 
lembra-te, pois de onde caíste.. 
arrepende-te e volta a prática das primeiras obras..” (Ap 2:4-5).

Na verdade o Senhor agiu mais uma vez com misericórdia, 
dando oportunidade a Igreja que se concertasse. 
O Senhor nunca sentencia um juízo sem 
que haja chance ao arrependimento. 
Só após a negligência desta admoestação que o
Senhor removeria o candeeiro (Ap 2:5b).
Os crentes de Éfeso havia abandonado seu Deus
( O Espírito do Senhor).

Aqueles cristãos perderam a motivação de servir a Deus,
o seu amor para com o Senhor que era a adoração a Ele.
O pecado apaga a chama do amor de Deus em nossas 
vidas e acabamos vivendo como crentes religiosos, 
conformados a servir a Deus por obrigação a Deus e status.
A igreja de Éfeso havia deixado de se relacionar com Deus 
como outrora, por isso que foi preciso tal exortação.

Um relacionamento que se esfria aos poucos
só pode ser “incendiado” novamente pelo
verdadeiro perdão e pelo resgate da paixão inicial.
Para Éfeso só havia uma solução o arrependimento.
Era preciso para Éfeso, lembrar do pecado,
arrepender-se dele e “praticar” as primeiras obras.
Tirar o castiçal significava que aquela igreja havia 
“deixado de iluminar” e ser luz para os outros.

A palavra diz que se “andarmos na luz”,
como Cristo na luz está, 
temos comunhão uns com os outros, 
e o sangue de Cisto nos purifica de todo pecado”
(1 Jo 1:7). Andai como filhos na luz,
pois somos luz no Senhor (Ef 5:8).
Somente “no Senhor” somos luz.

Disse-lhes, pois, Jesus:
A luz ainda está convosco por um pouco de tempo. 
Andai enquanto tendes luz, 
para que as trevas não vos apanhem; 
pois quem anda nas trevas não sabe para onde vai. 
Enquanto tendes luz, crede na luz, 
para que sejais filhos da luz. (Jo 12:35-36).


Eu sou a luz do mundo; 
quem me segue não andará em trevas, 
mas terá a luz da vida.(Jo 8:12)

O candeeiro removido demonstrava 
inoperância desta igreja. 
Ela deixou de ser diligente em suas obras
 para viver apenas de “ser chamada de igreja de Deus”.

E assim como todos castiçais do templo 
com os sete braços iluminaram o templo para o serviço, 
a Igreja de Deus deve iluminar os outros ao seu redor 
com a luz de Jesus. Apesar de ser um livro profético 
a história nos relata que por mais de mil anos, 
não tem havido igreja em Éfeso, ou seja, 
seu candeeiro realmente foi removido, 
porque não se arrependeu. 
A luz própria de Éfeso foi apagada por não ouvir 
o que o Espírito de Deus disse a seu respeito (Ap 2:7).

Não seja como a Igreja de Éfeso que 
não se arrependeu e teve seu candeeiro removido,
 por isso é hora de “acender suas candeias” 
arrependendo-se e voltando a Deus, ao primeiro amor.

19 de outubro de 2014

Restaurando o Altar para que haja Fogo!


       
                                                                                                                                                                                                                    I Reis 18.30-39

-Introdução: O altar da Igreja não é um palco de apresentações, mas é um lugar santo e consagrado para ministração da Palavra, salvação, cura e libertação. Contudo, muito mais que o altar, as nossas vidas devem ser um altar para o Senhor.
No tempo do profeta Elias, existiam vários altares de adoração ao Senhor. Entretanto, o povo estava adorando ídolos e muitas vezes usando o altar para Baal. Por isso, o profeta Elias convocou o povo para tomar uma decisão radical “disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o SENHOR é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu” (I Reis 18.21).
Então Elias marcou um desafio com os seguidores de Baal para saber quem é Deus. Fariam um sacrifício sem colocar fogo e o Deus que respondesse com fogo seria o verdadeiro Deus. Foram ao altar no monte Carmelo, prepararam dois cordeiros e os seguidores de Baal escolheram o primeiro cordeiro e começaram a clamar, mas Baal não respondia. Chegaram ao ponto de se cortar e gritar desesperados para que Baal mandasse fogo, mas nada aconteceu.
Chegada a vez de Elias, primeiramente “restaurou o altar do SENHOR, que estava em ruínas” (v.30). Ele sabia que não teria resultado se não fizesse isso antes. Deus não manda fogo em altar quebrado ou profanado. Em obediência à palavra do Senhor, “tomou doze pedras ... e ... edificou o altar em nome do SENHOR” (v.31,32).
Para provar que seria algo sobrenatural, também fez um rego ao redor do altar e derramou muita água para que ficasse completamente encharcado. Somente pelo poder de Deus aquela lenha umedecida, o cordeiro molhado, bem como as pedras do altar pegaria fogo. E foi isso que aconteceu quando Elias orou (v.37) ao Senhor “caiu fogo do SENHOR, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e a terra, e ainda lambeu a água que estava no rego” (v.38). E o povo glorificou reconhecendo o poder de Deus “O SENHOR é Deus! O SENHOR é Deus!” (v.39).
O altar da Igreja precisa ser restaurado, espiritualmente falando, para que o fogo de Deus se manifeste no meio do povo de Deus. É preciso fazer concertos antes, então a manifestação do Senhor é livre abundante no culto.
Se quiser que Deus se manifeste com seu poder em sua vida, primeiro é preciso restaurar o Altar do seu coração. Você gostaria de receber o fogo do Senhor em sua vida? Peça ao Espírito Santo que restaure seu coração.
Como posso restaurar o Altar da minha vida?
Comparando às doze pedras utilizadas por Elias, vamos refletir sobre doze características que precisamos para restaurar o altar da Igreja e o Altar de nossos corações:

1- ORAÇÃO“Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo” Tiago 5.16
A ORAÇÃO é a primeira pedra que colocamos na restauração do Altar. O texto acima fala da oração que confessa os pecados, intercede uns pelos outros, ministra cura e que é eficaz em tudo.
Uma Igreja cujo altar é cheio de fogo do Espírito Santo, é uma Igreja que ora incessantemente. Um cristão que tem o altar do coração restaurado e aquecido pelo poder de Deus, vive uma vida de intimidade e oração todos os dias.
Você tem uma disciplina de oração?
Restaure a pedra da oração no teu Altar!
                              
2- BÍBLIA“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” II Timóteo 3.16
A BÍBLIA é a segunda pedra par a restauração do Altar. Jesus mandou “examinar as escrituras” (João 5.39), precisamos ouvir a Palavra de Deus para ter fé (Romanos 10.17), somos libertos de todo mal pela verdade da Palavra de Deus (João 8.32) e devemos usar a Bíblia como uma Espada do Espírito (Efésios 6.17b).
O altar da Igreja é o lugar de pregação das Escrituras e uma igreja é fortalecida quando busca conhecimento da Palavra como alimento principal. O pastor deve defender a doutrina da Igreja fundamentado na Bíblia e combater heresias. Para restaurar o Altar da Igreja é preciso ter a pregação como prioridade.
Um crente que tem o altar de seu coração cheio de fogo, ama a Bíblia, e “nela medita de dia e de noite”(Salmos 1.2). Para restaurar o altar do coração a pessoa deve se empenhar pela leitura da Bíblia.
Você e sua Igreja têm estudado a Bíblia?
Restaure a pedra da Bíblia no teu Altar!

3- “porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” I João 5.4
A terceira pedra que firma este altar é a Fé. Com a leitura da Bíblia e oração, a fé é fortalecida. Jesus é o“Autor e consumador da fé” (Hebreus 12.2), que nos serve como escudo (Efésios 6.16).
A Igreja precisa ser fervorosa, cheia de fé. As palavras, pregação e orações ministradas no altar, bem como tudo o mais, deve ser feito pela fé. Também na vida do crente, tudo deve ser motivado pela fé. Quando a Igreja vive pela fé, o fogo do Espírito Santo é derramado poderosamente.
Sua Igreja e você vivem pela fé?
Restaure a pedra da Fé em seu Altar!

4- ESPERANÇA“E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo” Romanos 15.13
A quarta pedra do altar é a ESPERANÇA. O que é Esperança? É esperar com fé. A continuação da fé. Quem crê e persevera tem esperança em Deus. A Esperança é a fé que persevera.
O pessimismo destrói os sonhos. Quando a pessoa é pessimista não consegue olhar para o futuro e ser feliz. Por isso quando encontramos a verdade em Jesus Cristo, somos cheios de esperança e capazes de viver melhor.
Uma Igreja verdadeira precisa ser esperançosa. Olhar para as vidas com esperança de ver uma mudança em seu viver. O ambiente do culto deve inspirar as pessoas a ter esperança de que tudo vai melhorar. O crente tem que ter esperança de que tudo pode melhorar com ajuda de Deus.
Você tem esperança no futuro? Sua Igreja é esperançosa?
Restaure a Pedra da Esperança em seu Altar!

5- AMOR“Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados” I Pedro 4.8
A quinta pedra que firma o altar é o Amor. Ele fica quase no meio das outras pedras como um “que é o vínculo da perfeição” (Colossenes 3.14). O amor nos ajuda a perdoar as pessoas esquecendo o que fizeram contra nós, por isso o amor cobre multidão de pecados. O amor do mundo é passageiro e decepcionante, mas o Amor Ágape de Deus é gratuito e sacrificial.
A Igreja precisa amar porque “se não tiver amor, nada disso me aproveitará” (I Coríntios 13.3). Muitas vezes é preciso mexer nas estruturas eclesiásticas para que não haja conflitos na Igreja. Um verdadeiro crente é“Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” (Mateus 5.9). A pedra do amor deve ser restaurada em nosso altar. Precisamos lutar para continuar amando a cada dia mais. Tudo na Igreja e na vida do cristão deve ser voltado para manifestar o amor de Deus.
O que você e sua Igreja têm feito para mostrar o amor?
Restaure a pedra do Amor em seu Altar!

6- ALEGRIA“Celebrai com júbilo ao Senhor, todas as terras. Servi ao Senhor com alegria” Salmos 100.1,2
A sexta pedra que firma este altar é a Alegria. Sem alegria tudo se torna difícil, mas quando estamos alegres nem vemos as horas passarem. Para servir a Deus é preciso alegria, por que viver para Deus é algo muito bom e Ele realiza maravilhas para nós. Quando estamos tristes não temos forças para fazer nada,“portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do SENHOR é a vossa força” (Neemias 8.10c).
O clima da Igreja deve ser alegre e cheio de júbilo para que todos que entrarem tristes saiam confortados pelo Espírito Santo e fortalecidos pela alegria do Senhor. Não basta apenas dizer que o crente tem que ser alegre, mas a alegria do cristão deve ser nas coisas de Deus. Sendo assim, estará sempre contente. Não adianta ficar com muito moralismo e exigências. Isso faz com que as pessoas sejam sisudas e o ambiente esteja pesado.
Sua Igreja é alegre? Você tem alegria em servir a Deus?
Restaure a pedra da Alegria em seu Altar!

7- PAZ“E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus” Filipenses 4.7
A sétima pedra que firma este altar é a PAZ. Quando saudamos os irmãos dizemos ‘a paz do Senhor’ para declarar que estamos em paz uns com os outros e começar nossos diálogos de maneira pacífica. Esta paz que temos não é a paz do mundo que é passageira e sim a paz doada por Jesus que é eterna (João 16.33).
A Igreja deve ser promotora da paz e do bem estar para seus membros e toda a comunidade ao redor prestando serviços missionários que apontem para o Reino de Deus. Do mesmo modo todo crente deve“se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens” (Romanos 12.18).
Você tem paz em seu coração? Sua Igreja está em paz?
Restaure a pedra da PAZ em eu Altar!

8- PACIÊNCIA“Irmãos, tomai por modelo no sofrimento e na paciência os profetas, os quais falaram em nome do Senhor” Tiago 5.10
A oitava pedra que firma este altar é a Paciência. Precisamos ter paciência para enfrentar as provações (Romanos 12.12) e para suportar os irmãos com amor (Colosseneses 3.13). Deus é paciente para conosco e assim devemos ser também para com o nosso próximo. A longanimidade, ou ânimo longo, sinônimo de paciência é um fruto do Espírito Santo na vida do cristão (Gálatas 5.22).
O Altar da Igreja precisa da pedra da paciência porque nem tudo acontece na hora que queremos, mas no tempo de Deus. Então a obra acontece de acordo com a vontade do Senhor e não podemos forçar as coisas exigindo que se realize do nosso jeito.
Sua Igreja e você tem tido paciência?
Restaure a pedra da Paciência em seu Altar!

9- BONDADE“nada, porém, quis fazer sem o teu consentimento, para que a tua bondade não venha a ser como que por obrigação, mas de livre vontade” Filemom 1.14
A nona pedra do Altar restaurado é a Bondade. Tudo na Igreja e na vida de um cristão deve ter esta virtude “porque o SENHOR é bom, a sua misericórdia dura para sempre, e, de geração em geração, a sua fidelidade” (Salmos 100.5).
Deus é bom para conosco não por merecermos, pois não somos merecedores, mas por misericórdia. Do mesmo modo devemos ser bons para as pessoas sem julgar se merecem ou não, agindo sempre com amor Ágape que não busca seus interesses.
Você tem exercido a Bondade pela misericórdia ou julga o merecimento das pessoas?
Restaure a pedra da Bondade em seu Altar!

10- FIDELIDADE“Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito” Lucas 16.10
A Fidelidade é a décima pedra deste Altar. Deus é sempre fiel, “se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo” (II Timóteo 2.13). A fidelidade deve ser irrestrita e incondicional como um exercício da Fé.
Quando a igreja é fiel ao Senhor, Deus opera grandiosamente no meio do seu povo. Se o cristão é fiel a Deus em tudo, sua vida é mais que abundante de vitórias. Isso também se aplica aos Dízimos e Ofertas. O Senhor multiplica infinitamente para aqueles que creem e praticam a fidelidade.
Ser fiel também é ser obediente, ser submisso, manter seus compromissos pessoais, com a Igreja e seus votos ao Senhor.
Sua Igreja é Fiel ao Senhor? E voe tem sido fiel no pouco?
Restaure a pedra da Fidelidade em seu Altar!

11- MANSIDÃO“Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” Mateus 5.5
A décima primeira pedra para restauração do Altar é a Mansidão. Precisamos aprender com Jesus que é“manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma” (Mateus 11.29). Jesus prometeu que os mansos têm uma herança na terra, ou seja, vão conseguir tudo o que querem nesta terra com mansidão. Realmente com braveza e pressa ninguém consegue nada, mas com calma e mansidão se vai ao longe.
Na Igreja é preciso mansidão para tratar aos irmãos. Isso não é fácil, mas é indispensável para um bom relacionamento na comunidade.
Você tem sido manso com as pessoas?
Restaure a pedra da Mansidão em seu Altar!

12- DOMÍNIO PRÓPRIO“Como cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não tem domínio próprio” Provérbios 25.28
A última pedra deste Altar restaurado é o Domínio Próprio. O texto acima compara a pessoa sem domínio próprio com uma cidade destruída e sem proteção onde todo tipo de coisas ruins podem acontecer.
Esta pedra nos mostra uma característica que precisamos para manter todas as outras, pois não posso orar, ler a Bíblia, amar, ter fé, esperança e as outras virtudes apenas quando tenho vontade. È preciso determinação. Sendo assim você consegue perseverar nos outros aspectos.
Domínio Próprio também tem a ver com o controle das emoções que às vezes estão efervescendo e precisam ser contidas. A língua é outro lado que precisamos dominar muito em nossas vidas para não pecar contra Deus e contra os irmãos. As vontades da carne precisam ser negadas até o ponto de crucificar o velho homem “levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo (II Coríntios 10.5).
Você tem conseguido se dominar?
Restaure a pedra do Domínio Próprio em seu Altar!

Restaure o Altar de seu coração!
-CONCLUSÃO:
As pedras para restaurar o Altar foram compradas com virtudes indispensáveis. Falamos sobre a restauração do Altar através da Oração e da Palavra de Deus como bases iniciais para estruturar a vida espiritual de uma Igreja ou de qualquer cristão. Depois passamos para as três coisas mais importantes que são a fé, a esperança e o amor (I Coríntios 13.13). Então passamos para os frutos do Espírito, tendo já falado do primeiro que é o amor, partindo para alegria, paz, longanimidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (Gálatas 5.22,23).
O Altar da Igreja precisa ser santo e restaurado para que o fogo do Espírito Santo se manifeste sobre o povo de Deus. Mas o altar também é a vida de cada crente. Não fique olhando para os outros na Igreja. Por isso oramos de olhos fechados, para olhar somente Jesus. Examine-se e deixe o Senhor restaurar o Altar de sua vida. Deste modo o fogo do Espírito Santo virá sobre você.
Você já passou pela restauração do Altar?
Restaure o Altar de sua vida e sinta o fogo do Espírito descer sobre você!

16 de outubro de 2014

A escola do deserto

Deus treina seus líderes mais importantes na escola do deserto. Moisés, Elias e Paulo foram treinados por Deus no deserto. O próprio Jesus antes de iniciar o seu ministério passou quarenta dias no deserto. O deserto não é um acidente de percurso, mas uma agenda de Deus, a escola de Deus. É o próprio Deus quem nos matricula na escola do deserto.

O deserto é a escola superior do Espírito Santo, onde Deus trabalha em nós antes de trabalhar através de nós. Deus nos leva para essa escola não para nos exaltar, mas para nos humilhar.

Essa é a escola do quebrantamento, onde todos os holofotes da fama se apagam e passamos a depender total e exclusivamente da graça de Deus e da provisão de Deus e não dos nossos próprios recursos.

Destacaremos, aqui, três verdades importantes:

1. Na escola do deserto aprendemos que Deus está mais interessado em quem somos do que naquilo que fazemos

Deus nos leva para o deserto para falar-nos ao coração.

No deserto ele nos humilha não para nos destruir, mas para nos restaurar.

No deserto, Deus trabalha em nós antes de trabalhar através de nós, provando que ele está mais interessado em nossa vida do que em nosso trabalho.

Vida com Deus precede trabalho para Deus. Motivação é mais importante do que realização. Nossa maior prioridade não é fazer a obra de Deus, mas ter intimidade com o Deus da obra. O Deus da obra é mais importante do que a obra de Deus.

Quando Jesus chamou os doze apóstolos, designou-os para estarem com ele; só então, os enviou a pregar.

2. Na escola do deserto aprendemos a depender mais do provedor do que da provisão

Quando o profeta Elias foi arrancado do palácio do rei e enviado para o deserto, ele deveria beber da fonte de Querite e ser alimentado pelos corvos.

Naquele esconderijo no deserto, o profeta deveria depender do provedor mais do que da provisão. Deus o sustentaria ou ele pereceria.

Deus nos leva para o deserto para nos mostrar que dependemos mais dos seus recursos do que dos nossos próprios recursos. É fácil depender da provisão quando nós a temos e a administramos. Mas na escola do deserto aprendemos que nosso sustento vem do provedor e não da provisão.

Quando nossa provisão acaba, Deus sabe onde estamos, para onde devemos ir e o que devemos fazer. A nossa fonte pode secar, mas o manancial de Deus jamais deixa de jorrar. Os nossos recursos podem escassear, mas os celeiros de Deus continuam abarrotados. Nessas horas precisamos aprender a depender do provedor mais do que da provisão.

3. Na escola do deserto aprendemos que o treinamento de Deus tem o propósito de nos capacitar para uma grande obra

Todas as pessoas que foram treinadas por Deus no deserto foram grandemente usadas por Deus. Quanto mais intenso é o treinamento, mais podemos ser instrumentalizados pelo Altíssimo.

Porque Moisés foi treinado por Deus quarenta anos no deserto, pôde libertar Israel da escravidão e guiar esse povo rumo à terra prometida.

Porque Elias foi graduado na escola do deserto pôde enfrentar, com galhardia, a fúria do ímpio rei Acabe e trazer de volta a nação apóstata para a presença de Deus.

Porque Paulo passou três anos no deserto da Arábia, ele foi preparado por Deus para ser o maior líder do Cristianismo.

Quando Deus nos leva para o deserto é para nos equipar e depois nos usar com graça e poder em sua obra.

Deus não desperdiça sofrimento na vida dos seus filhos. Ele os treina na escola do deserto e depois os usa com grande poder na sua obra.

Não precisamos ter medo do deserto, se aquele que nos leva para essa escola está no comando desse treinamento.

O programa do deserto é intenso. O curso é muito puxado. Mas, aqueles que se graduam nessa escola são instrumentalizados e grandemente usados por Deus!

A necessidade da cruz

A NECESSIDADE DA CRUZ

Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça. [1 Pedro 2.24]

Quando Jesus disse pela primeira vez aos seus discípulos que o Filho do homem deveria sofrer muitas coisas e morrer, Pedro o repreendeu de imediato e com veemência. Ele não conseguia lidar com a ideia de um Messias sofredor.

No entanto, três décadas depois, nós o encontramos, em sua primeira carta, contrariando o que ele mesmo havia dito tempos atrás! Cada um dos cinco capítulos de sua carta contém uma passagem importante sobre os sofrimentos do Messias.


Pedro faz duas declarações sobre o propósito da cruz. A primeira é que Cristo nos deixou um exemplo (que já consideramos) e a segunda, que ele “mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro” (v. 24). “Levar os pecados” é uma expressão do Antigo Testamento que significa “levar sobre si a punição pelo pecado”.


Normalmente, aquele que pecava devia levar sobre si a punição pelo seu pecado. Entretanto, algumas vezes, Deus, em sua grande misericórdia, providenciava um substituto para sofrer a penalidade em lugar do outro, tal como na oferta pelo pecado e em especial na figura do bode expiatório, no dia da Propiciação.

Os israelitas devotos, no entanto, sabiam que tudo isso era apenas simbólico, pois o sangue de touros e bodes não poderia tirar o pecado (Hb 10.4). Assim, eles esperavam pelo dia em que o servo sofredor de Isaías 53 levaria os seus pecados. Jesus aplicou essa profecia a si mesmo.

Porém, cabe aqui uma questão. Se Cristo tomou o nosso lugar, levou sobre si o nosso pecado, recebeu a nossa punição e morreu a nossa morte para que recebêssemos o perdão pelos nossos pecados, isso quer dizer (como perguntam algumas pessoas) que podemos agora nos comportar do jeito que quisermos e continuar pecando?

Os críticos de Paulo certamente desenvolveram essa calúnia e talvez tenha acontecido o mesmo com Pedro. Os dois apóstolos, no entanto, a negaram energicamente.

Note a maneira como Pedro colocou: ele levou os nossos pecados a fim de que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça. Assim, a morte de Cristo não somente garante o nosso perdão como garante a nossa santidade.

Não há cristianismo sem cruz. Um cristianismo sem cruz é uma fraude.

Vós, servos, sujeitai-vos com todo o temor aos senhores, não somente aos bons e humanos, mas também aos maus. Porque é coisa agradável, que alguém, por causa da consciência para com Deus, sofra agravos, padecendo injustamente. Porque, que glória será essa, se, pecando, sois esbofeteados e sofreis? Mas se, fazendo o bem, sois afligidos e o sofreis, isso é agradável a Deus. Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas.  O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano. O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente; Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados. Porque éreis como ovelhas desgarradas; mas agora tendes voltado ao Pastor e Bispo das vossas almas. (1 Pedro 2.18-25)