29 de novembro de 2013

Nem mérito nem honra

 
















O amor de Deus e a salvação nos são dados completamente sem merecimento.Deus não salva ou usa alguém por que merece.
 Deus não ama quem merece, ou é inteligente, ou tem poder,
 Deus ama a todos.

“Mas Deus, sendo rico em misericórdia, 
por causa do grande amor com que nos amou, 
e estando nós mortos em nossos delitos, 
nos deu vida juntamente com Cristo, 
— pela graça sois salvos (Efésios 2:4-5).

Se Deus escolhesse alguém 
por causa das suas conquistas, 
teria escolhido os babilônicos; 
eles escravizaram os judeus 
e os mantiveram no exílio por setenta anos.

Caso Deus desse valor a inteligência, 
teria escolhido os gregos como seu povo. 
Os gregos são os pais da filosofia; 
pensadores eméritos, fizeram com que sua língua 
e princípios filosóficos fossem seguidos 
por todo o mundo antigo. Até mesmo a ética 
do Novo Testamento foi influenciada e têm,
em suas bases, princípios relacionais gregos.

Também não é o poder que Deus procura. 
Ou a salvação teria vindo dos romanos. 
O domínio romano se estendeu desde pela Europa, 
África, e Oriente Médio, de 27 a. C. até .476 d. C. 
Seus feitos foram notáveis, 
principalmente pelas construções feitas em Roma, 
que ainda hoje assombra a humanidade. 
Como o ápice a queda romana também foi estrondosa.

Deus escolheu os judeus como seu povo.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           

Durante toda a história os judeus têm sido escravizados
marginalizados, perseguidos, discriminados, destruídos, 
olhados como a escória domundo. 
Viveram sem pátria, sofreram com guerras, 
o horror do holocausto, serviram como cobaias, 
vivendo em miséria, e dores atrozes. 
No entanto, o maior homem da história era judeu. 
Israel é apenas um ínfimo pedacinho de terra, 
encravado no meio de ódio; ainda assim,
influencia o mundo, divide opiniões, 
e prospera plantado no caos.

Somente Deus pode escolher o fraco, o que nada é, 
o menosprezado que carrega vergonha 
atrelada às suas vestes.

Apenas Deus é capaz de amar a todos, 
escolher o improvável que ninguém dá valor. 
Tratar o homem não segundo a Sua misericórdia, 
não de acordo com os seus fracassos.

Um milagre sempre nasce da improbabilidade. 
De onde ninguém espera vem salvação, 
da morte nasce vida, da dor brota cura, 
e do sofrimento flui refrigério. 
Há em você uma grande dor?

Não existe mais solução viável para o seu problema? 
Tudo e todos afirmam que não tem jeito. 
Saiba que você se encontra exatamente 
no verge de um milagre. Quando tudo diz não, 
é aí que Deus diz sim.

“Não são chamados muitos sábios segundo a carne, 
nem muitos poderosos, 
nem muitos de nobre nascimento; pelo contrário, 
Deus escolhe as coisas loucas do mundo 
para envergonhar os sábios e escolhe as coisas 
fracas do mundo para envergonhar as fortes; 
escolhe as coisas humildes do mundo, 
e as desprezadas, e aquelas que nada são, 
para reduzir a nada as que são;” 
1 Coríntios 1.26-28.

28 de novembro de 2013

Quando Deus sussura o seu nome



Quando vejo um rebanho de ovelhas eu vejo 
exatamente isso, um rebanho. Um bando de lã. 
Uma manada de cascos. Não vejo uma ovelha. 
Vejo ovelhas. Todas iguais. Nenhuma diferente. 
Isso é o que eu vejo.

Mas não é assim com o pastor. 
Para ele cada ovelha é diferente. 
Cada face é especial. Cada face tem uma história.
E cada ovelha tem um nome. Aquela com os olhos tristes, 
essa é a Droopy. E o camarada com uma orelha para cima 
e a outra para baixo, eu o chamo de Oscar. 
E aquele pequenininho com a mancha preta na perna, 
ele é órfão sem irmãos. Eu o chamo de Joseph.

O pastor conhece as suas ovelhas. 
Ele as chama pelo nome.
Quando vemos uma multidão, 
vemos exatamente isso, uma multidão.
Enchendo um estádio ou inundando um shopping. 
Quando vemos uma multidão, vemos gente, não pessoas, 
mas gente. Uma manada de humanos. 
Um rebanho de faces. É isso que nós vemos. 
Mas não é assim com o Pastor. 
Para ele cada face é diferente. Cada face tem uma história. 
Cada face é um filho. Cada filho tem um nome. 
Aquela com os olhos tristes, essa é a Sally. 
O velho camarada com uma sobrancelha para cima 
e a outra para baixo, Harry é o seu nome. 
E o jovem que manca? Ele é órfão sem irmãos. 
Eu o chamo de Joey.

O Pastor conhece as suas ovelhas. 
Ele conhece cada uma pelo nome. O Pastor conhece você. 
Ele sabe o seu nome. E ele nunca se esquecerá dele. 
Eu escrevi o seu nome na minha mão. (Isaias 49.16).

Que pensamento, não é? O seu nome na mão de Deus. 
O seu nome nos lábios de Deus. 
Talvez você tenha visto seu nome em lugares especiais. 
Em um prêmio, em um diploma, em uma porta de madeira. 
Ou talvez você tenha ouvido o seu nome pronunciado 
por algumas pessoas importantes - um treinador, 
uma celebridade, um professor.
Mas pensar que o seu nome está na mão de Deus 
e nos lábios de Deus... nossa, poderia ser? 
Talvez você nunca tenha visto o seu nome homenageado. 
E você não consegue lembrar quando o ouviu 
pronunciado com gentileza. 
Se for assim, pode ser que seja mais difícil 
para você acreditar que Deus sabe o seu nome.















Mas ele sabe. Escrito na sua mão. Pronunciado pela sua boca. 
Sussurrado pelos seus lábios. O seu nome. 
E não somente o nome que você tem agora, 
mas o nome que ele tem guardado para você.
Um nome novo ele lhe dará... 
Você estava nos meus pensamentos enquanto eu escrevia. 
Eu pensava em você frequentemente. 
Eu honestamente pensava. 
Ao longo dos anos eu conheci bem alguns de vocês. 
Eu li as suas cartas, apertei as suas mãos olhei os seus olhos. 
Eu acho que conheço você. Você está ocupado. 
O tempo passa antes das suas tarefas terminarem.
E se você tiver uma chance de ler, 
é de fato uma pequena chance.
Você está ansioso. As más notícias ultrapassam as boas. 
Os problemas excedem as soluções. Você está preocupado?
Que futuro os seus filhos têm nesta terra? 
Que futuro você tem?

Você está cauteloso. 
Você não confia tão facilmente como confiou uma vez. 
Os políticos mentem. O sistema falhou. O ministro negociou. 
O seu cônjuge traiu. Não é fácil confiar. 
Não é que você não queira. 
É apenas que você quer ser cuidadoso.

Há outra coisa. Você cometeu alguns erros. 
Eu conheci um de vocês em uma livraria em Michigan. 
Um homem de negócios, você raramente saía 
do seu escritório e muito menos para encontrar um escritor. 
Mas então você o fez. Você estava arrependido 
das muitas horas de trabalho e das poucas horas 
em casa e queria conversar.

E a mãe solteira em Chicago. Um filho estava puxando, 
o outro chorando, mas fazendo malabarismo entre eles, 
você mostrou o seu ponto. “Eu cometi erros”, você explicou, 
“mas eu realmente quero tentar de novo”.

E houve aquela noite em Fresno. 
O músico cantou, eu falei e você veio. Você quase não veio. 
Você quase ficou em casa. Exatamente naquele dia 
você encontrou o bilhete da sua esposa. 
Ela o estava deixando. Mas você veio mesmo assim. 
Esperando que eu tivesse alguma coisa para a dor. 
Esperando que eu tivesse uma resposta. 
Onde Deus está em uma hora como esta?

E assim como escrevi, eu pensei em vocês. Todos vocês. 
Vocês não são maliciosos. Vocês não são maus. 
Vocês não têm o coração duro
Vocês realmente querem fazer o que é certo. 
Mas algumas vezes a vida dá uma virada.
Às vezes nós precisamos de um lembrete. Não um sermão. 
Um lembrete. Um lembrete de que Deus sabe o seu nome.

27 de novembro de 2013

O odre


E ninguém deita vinho novo em odres velhos; doutra sorte, o vinho novo rompe os odres e entorna-se o vinho, e os odres estragam-se; o vinho novo deve ser deitado em odres novos. (Marcos 2: 22)
Odre novo = novo homem 
O termo odres novos vem do grego "Kainos" que significa "Renovado"
Odre era feito do couro de certos animais, principalmente cabras. Na antiguidade, o odre era a principal forma de armazenar e transportar líquidos. 
Na Bíblia ele foi descrito não só para transportar, mas tinha outras funções também. Dentre elas:
Água - Saciar a sede
Leite - Alimentar
Vinho - Alegria
Óleo - Cura e Unção
Assim como o odre, nós somos receptáculos que carregamos o vinho novo. 
Mas para sermos odres, precisamos passar por um processo que alegoricamente é semelhante ao processo de fabricação do odre.

  • Morrer:
Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde?De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte?De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. (Romanos 6: 1 - 4)
O primeiro processo para a confecção do odre é o sacrificio do animal. E aqui podemos simbolizar o sacrifício do cordeiro Jesus, o cordeiro sem mancha que por nossos pecados deu sua própria vida, e através deste sacrifício veio a salvação.
Mas, depois de sermos salvos, depois que o aceitamos como nosso Salvador e Senhor de nossas vidas podemos viver da mesma forma? É a partir dai que começa o processo do odre novo. Temos que deixar o velho homem morrer para que o novo homem resgatado da lama do pecado possa viver!
É necessário que busquemos a mudança de vida, buscar a santidade de Jesus em nossas vidas, procurar conhecer mais do nosso Salvador.
  • Tirar toda a carne:
Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser.
Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.
Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.
E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça. (Romanos 8: 7 - 10)
Este é com certeza um dos processos mais difíceis e duros para qualquer ser humano normal, que é negar a si mesmo, pois a carne é totalmente contra as vontades de Deus e sem este processo é impossível nos tornamos em odres novos, porque se nós não tirarmos o resto da carne do couro, ela não ficará bem preparado para receber o vinho novo e irá interferir no sabor como acabamos de ver. 
É um processo difícil? Sim é. 
Mas, Deus quer tirar nosso egoísmo, nossa arrogancia, nosso altismo, o nosso eu. 
Este foi o mau de Lúcifer, Ele quis ser igual a Deus! E no jardim do Édem também foi a mesma coisa que causou a queda do homem; (Gênesis 3: 4-5), assim podemos ver como o homem tem esta natureza soberba. Por isso temos que deixar o Espírito Santo de Deus conduza as nossas vidas.
  • Desencalagem/ Purga:
Depois de tirada a carne passa-se por outro processo que são os agentes químicos que vão ajudar no curtume do couro e um dos produtos usados é o sal de cromo para dar macies, elasticidade para que o odre suporte a pressão da fermentação do vinho novo. 
Deus quer que passamos por estes processos para que cada um de nós sejamos odres perfeitos, pois se não for dessa maneira, com o passar do tempo, ficamos com os nossos corações endurecidos pelo medo como vimos na pregação da semana passada, e ocorre o endurecimento da nossa cerviz, que não se dobra diante da vontade de Deus (que é boa, perfeita e agradável ). Há uma sequidão no nosso interior, não teremos mais vontade de ler a palavra, orar, e com isso não fluirá o rio de águas vivas.

  • Tapar as brechas:
Porque os que dormem, dormem de noite, e os que se embebedam, embebedam-se de noite.

Mas nós, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor, e tendo por capacete a esperança da salvação;

Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo,

Que morreu por nós, para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos juntamente com ele.

Por isso exortai-vos uns aos outros, e edificai-vos uns aos outros, como também o fazeis. (1 Tessalonicenses 5: 7 - 11)
No final de todo o processo do curtume do couro é chegado então, o processo da confecção do odre.

Neste processo costura-se todo, fechando todas as brechas para que não aja vazamento do produto armazenado no odre. 

Nós da mesma forma também temos que fechar nossas brechas para que não aja o vazamento do vinho novo. 

Para isso, depois de todo este processo é necessário estarmos em comunhão com Deus! 

Buscar sua presença, adorá-lo, jejuar, orar. É isto que a palavra nos fala em vigiarmos, estarmos sóbrios, não dar brechas para o inimigo, devemos querer a mudança de vida. Porque depois que aceitamos a Jesus, é como diz a palavra nós estamos no mundo, mas não pertencemos ao mundo, vivemos aqui mas agora separados por Deus. 

Por tudo isto que vemos agora que é necessário que todos nós temos que passar por este processo muitas vezes doloroso, longo, difícil, mas importante. Não queira interromper o processo, ou adiantar ou até mesmo encurtar pois tudo o que Deus faz é perfeito ao seu tempo e quando não respeitamos o processo de curtume o couro pode interfirir no sabor do produto. 

E quando estamos prontos e aprovados como odres novos, Deus começa a encher-nos do vinho novo que é a sua unção! Encher-nos com as águas da sua palavra! 

Ele derramará o óleo da unção do seu Espírito Santo. Pois somente quando somos renovados como odres novos que poderemos receber para que este vinho novo se torne em vinho velho que tem o sabor melhor que o novo, isto quer dizer que; aquilo que o Senhor nos dá, possamos aprender, viver e depois passar para outras pessoas com a excelência de Deus para que estas também venham a conhecê-lo, como está escrito: “o vinho novo deve ser deitado em odres novos.” Nós devemos ser renovados! Que tipo de odre você é? Deus quer nos renovar, Ele quer escrever uma nova história em nossas vidas.

Pois estou como odre na fumaça; contudo não me esqueço dos teus estatutos. (Salmos 119: 83)

26 de novembro de 2013

Torre Forte é o Senhor

Pois tens sido um refúgio para mim, e uma torre forte contra o inimigo.  (Salmos 61.3)

Muitas vezes na nossa vida olhamos ao nosso redor e tudo parece normal. Saímos de casa, olhamos para o céu e parece que tudo está bem, que tudo está “azul”. Mas quando menos percebemos aquele azul que enxergamos se torna em escuridão e logo tudo aquilo que parecia estar claro, se torna em trevas. Assim é também quando somos acometidos de algumas tempestades contrárias, tudo parece que está bem, mas são nessas tempestades que conseguimos ver o quanto somos frágeis. O salmista Davi declarou num momento de trevas espiritual, ou seja, de angústia e abatimento que o Senhor era o seu refúgio e torre forte contra o inimigo.

Torres são construções estreitas e altas com uma guarita para o guarda. Era usada para vigiar plantações (Is 5.21), criações (2Cr.26.10)) ou para defender um cidade  (Ne 3.1)

Diante de uma tempestade ou terremoto não podemos nos “abrigar” em qualquer lugar, mas em algum lugar onde os ventos contrários não nos alcançam, onde as muitas águas não nos levem e nem onde os terríveis tremores nos abalam.

No Japão em virtude dos grandes terremotos e Tsunamis que assolam aquela nação, ano após ano, muitas edificações tem sido construídas e torres altíssimas são erguidas para que resistam ao tremores naturais.

Somente as torres fortes suportam aos abalos císmicos de maior magnitude, naquele país. E diante de ondas de Tsunamis poderosíssimas, as torres mais altas são o mais perfeito e “alto lugar” para que alguém possa se refugiar. 

O salmista Davi entendia que o Senhor era uma TORRE FORTE, onde ele podia se refugiar em todo tempo. Ele declara que desde os confins da terra , ele clamaria ao Senhor e quando ele estivesse sem forças, o Senhor o levaria a um lugar seguro mais alto do que ele. (Sl 61.2) Quando o salmista Davi cita o Senhor como torre forte , ele está dizendo que o Senhor era o lugar seguro em que ele podia se abrigar.

Davi declarava isso, porque confiava em Deus, confiava no Senhor da sua salvação. Disse também Davi: Ele é a torre das salvações do seu rei, e usa de benignidade com o seu ungido, com Davi, e com a sua descendência para sempre.(2 Sm 22:51)

Direi do Senhor: Ele é o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio. (Sl 91.2)

O salmista Davi entendia a sua condição limitada, mas cria na poderosa segurança que vem de Deus. Davi entendia que mesmo sendo guerreiro, não podia confiar na sua força. Que mesmo tendo um exército a seu dispor sabia que isso era insuficiente para lhe proteger. Mesmo sendo rei cria na soberania de Deus para sua vida e para os da sua casa e na proteção que vinha do Senhor para com ele contra seus inimigos. Davi entendia que o Senhor é INABALÁVEL.
Infelizmente muitas pessoas acham que são fortes o suficiente para enfrentar os inimigos, os ventos contrários e todo tipo de aflição que são acometidos. Muitos parecem tão fortes que acreditam não precisar de Deus. Que tudo está sob controle. Que tudo está bem, quando na verdade não está. Alguns aparentemente parecem torres fortes e “fortalezas espirituais” que nada nem ninguém poderá atingir. Muitos inclusive acham que são fortes diante do pecado.

Mas a palavra de Deus diz que “aquele que pensa estar de pé cuide para que não caia” (1Co.10.12)

Como a bíblica torre de Babel , as famosas muralhas de Jericó e as famosas torres gêmeas, que por fora se mostravam imponentes, intransponíveis, mas na verdade são frágeis, assim é a natureza humana. O ser humano se mostra forte, mas é frágil

E o grande problema do ser humano é achar que tudo está no controle. Mas a questão é: Quem realmente está no controle das nossas vidas? Em quem temos nos refugiado? O que tem sido a nossa segurança até hoje? Será que em nós mesmos ou em Deus ?

Não é fácil confiar em Deus quando somos acometidos pela fatalidade e as ondas contrárias da nossa vida. Quando isso acontece é difícil crer em Deus, até porque ele sempre é tido como culpado por tudo que nos acontece. Mas saiba, Deus não é causa disso, mas a solução para toda essa situação. Como Davi devemos aprender a confiar em Deus não importando as circunstâncias.

Pois assim diz a palavra do Senhor: Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia (Sl 43:2;46:1)

Só ele é a minha rocha e a minha salvação; é ele a minha fortaleza; não serei grandemente abalado. (Sl.62.2,6)

Sê tu para mim uma rocha de refúgio a que sempre me acolha; deste ordem para que eu seja salvo, pois tu és a minha rocha e a minha fortaleza.(Sl. 71.3)

Por isso, quando vierem tempos difíceis, onde as trevas tentarem “escurecer” sua vida, onde as tempestades e as muitas águas tentarem lhe levar a um caminho distante de Deus lembre-se : Os que confiam no Senhor serão como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre(Sl. 125.1)

Torre forte é o nome do SENHOR; a ela correrá o justo, e estará em alto refúgio. (Pv. 18.10)

Mas a salvação dos justos vem do Senhor; ele é a sua fortaleza no tempo da angústia. E o Senhor os ajuda e os livra; ele os livra dos ímpios e os salva, porquanto nele se refugiam. (Sl. 37.39-40)

25 de novembro de 2013

O Espírito Santo e Você

O fato de sermos cristãos não elimina nossas necessidades sociais. O isolamento é companheiro da miséria; a comunhão é essencial à felicidade. Do mesmo modo como devemos comunicar-nos com os demais, devemos também comunicar-nos com Deus. O vazio do nosso interior só Deus pode preencher. Enquanto Deus não entrar na nossa vida, nada teremos no centro dela.

Todos os que são feitos novos em Cristo tem o Espírito Santo vivendo dentro deles. A sua presença interior é a evidência de que lhe pertencemos, pois, “Se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Rm. 8.9).

Sem o elo do Espírito Santo seria impossível nossa vinculação com Deus, porque ele é a ponte que nos une a Cristo e ao Pai. Ele é a presença de Deus em nossa peregrinação, que de outra sorte ocorreria em silêncio.

Jesus disse que precisava subir para o Pai a fim de enviar-nos o Espírito. “Convém que eu vá, porque se eu não for, o Consolador não virá para vós...” (Jo.16.7). Depois de nascer em Belém, o Filho de Deus viu-se limitado, quanto ao seu corpo, à nossa geografia; Ele só podia estar em um lugar por vez.

Para escapar das limitações geográficas de existir em forma humana, Jesus tinha de ir-se embora. Por intermédio do Espírito Santo Ele voltou no Pentecoste, como o Cristo invisível e residente, presente em toda a parte, em comunhão interna com todos os cristãos. 

Não nos contentamos meramente com que o Espírito Santo viva em nós. Mas, da nossa comunhão com o Espírito Santo nasce nossa felicidade. O Espírito passa a morar em nós desde o momento de nossa conversão, e continuará pela eternidade, mas nossas temporadas de felicidade só ocorrem quando estamos vivendo em sinceridade diante de Deus. Sua morada em nós significa que Ele estará sempre ao nosso lado. Quando estamos cheios do Espírito podemos conversar abertamente com Ele. A felicidade provém desta última condição.
Muitos cristãos vivem em derrota. Vivem juntos com Deus, mas não querem conversa com Ele. Seu relacionamento com Deus é estritamente convencional. Outros cristãos são culpados de fingir relacionamentos. Nos cultos da igreja parecem estar contentes em sua relação com Deus, mas na realidade eles não tem conversado com Ele durante semanas ou meses. Cada dia afogam-se na frustração e derrota de um viver amputado.

O ateu pode realmente ser tão feliz quanto o cristão que perdeu toda a comunhão com o Cristo interior. O segredo da nossa felicidade não é somente a intimidade com Deus mediante o seu Espírito Santo. Vai mais além da integração emocional de nossa vontade com a dele: é a substituição de nossa vontade pela vontade de Deus.

Quando tentamos permitir que ambas as vontades habitem uma só vida, o resultado é impostura. Quando permitimos que nossa vontade dispute pelo controle com a vontade de Deus, não podemos ter a presença plena do Espírito Santo. Ele não pode encher nossas vidas quando estamos cheios de nós mesmos. Visto que ninguém pode ter um copo cheio de leite e completamente cheio de água, Ele só enche nossas vidas quando deixamos de lado nossos próprios desejos e alvos, e nos contentamos em ser servos.

Deus não nos pede que vivamos em perfeição, mas nos pede que aceitemos sua posse e controle. Fazemos este acordo quando transferimos-lhe nossas vidas. A este ato se dá, na escritura, o nome de aliança. 

Deus nos ama e está preparado para prometer-nos vida eterna se lhe prometermos nossos seres integrais. 

24 de novembro de 2013

A videira e os ramos

Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dará muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma. João 15.5


Em sua alegoria da videira e dos ramos, é quase certo que Jesus estava pensando em Israel, a videira escolhida que Javé havia plantado em Canaã, e supondo a continuidade entre Israel e a nova comunidade de Deus. A mensagem essencial da alegoria é clara, a saber, que o propósito de Deus é que seu povo frutifique, do mesmo modo que é função da videira produzir uvas.

É surpreendente como muitos cristãos imaginam que ser frutífero signifique ser bem-sucedido em ganhar almas para Cristo. O evangelismo é, de fato, uma parte muito importante em nossa vocação cristã, mas, se observarmos o Antigo e o Novo Testamento, veremos que as uvas na videira de Deus eram a justiça e a retidão, enquanto que no Novo Testamento o fruto do Espírito é a semelhança com Cristo (Is 5; Gl 5.22-23; Cl 1.10).

Quais são, então, os segredos da videira frutífera?

O primeiro segredo é a poda da planta.
Deus é um jardineiro incansável, podando todo ramo que dá fruto para que frutifique ainda mais. Essa poda é, por certo, uma ilustração do sofrimento e trata-se de um processo drástico. O arbusto é cortado geralmente no outono, o que, para os leigos, parece extremamente cruel. Às vezes resta apenas um toco — nu, cerrado, marcado e mutilado — mas quando a primavera e o verão retornam, os frutos aparecem em abundância.

A faca dolorosa da poda esteve em mãos seguras. Alguma forma de sofrimento é praticamente indispensável à santidade.
O segundo segredo da frutificação é a“permanência”dos ramos na videira.
Essencialmente, ser um cristão é estar “em Cristo”, organicamente unido a ele. Assim, permanecer em Cristo é manter e desenvolver um relacionamento já existente. Além disso, trata-se de um relacionamento recíproco, uma vez que permanecemos em Cristo e Cristo em nós. Para que ele permaneça em nós, devemos permitir que ele assim o faça, que ele seja cada vez mais aquilo que é: nosso Senhor e o Doador de nossa vida.

Mas, para permanecermos em Cristo, devemos ouvir o que ele nos diz, como nos lembra o bispo J. C. Ryle: “Permaneçam em mim. Agarrem-se a mim. Colem-se firmemente em mim. Vivam a vida de comunhão íntima comigo. Cheguem cada vez mais perto. Passem todo o fardo para mim. Lancem todo o peso sobre mim. Nunca se soltem de mim nem por um momento sequer”.

Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto. Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado. Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim.

Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem. Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito. Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulosJoão 15.1-8